Estou num processo de mudança aqui no meu “casulinho”, meu quarto será finalmente reformado, processo que venho evitando desde que comecei a mudar as coisas por aqui e, como um dos armários precisa ser desocupado, passei alguns dias me dedicando a tirar as coisas de dentro dele e me desfazer dessas “coisas” que tinha guardado ali.
Quem me conhece, sabe que trabalho com produção visual, figurino, moda, então, quando me propus a fazer esta tal reforma, sabia do trabalho que teria em reorganizar estes espaços, diante de tanta coisa guardada por anos.
O interessante desse processo, é que mexendo nessas roupas antigas, fui movendo a energia delas e dessa energia, me vieram muitas memórias.
Muitas delas foram muito boas, me emocionei várias vezes, quando pegava uma peça de roupa e lembrava de algum momento especial em que me vi usando ela, mas o trabalho que estava fazendo naquele momento, era justamente tirar, todas essas memórias em formato de peças de roupas, que tinha aos vinte e poucos anos e me (re)colocar no mundo, no momento em como sou hoje, em quem me tornei, desapegar desse lado menina e assumir, finalmente, meu lado mulher.
Mas, digo que a cada peça que tirava e colocava na minha sacola do Bazar, tirava também um pedacinho de mim, uma camadinha dessa “cebola” que somos nós.
Peguei um vestido do Marcelo Sommer, preto com estrelas amarelas, que usei numa gravação para o programa Ao ponto, em que fiz uma participação num episódio, e revivi aqueles momentos de novo. Por um momento, fiquei com pena de colocar o vestido no bazar, apesar de não usá-lo pelo menos há uns 5 anos... Respirei fundo, olhei pra ele e agora, neste exato momento, ele se encontra na sacola do Bazar, esperando para que alguma nova dona o use de forma que ele esteja novamente como centro das atenções! ;-)
Digo que o processo foi longo, pois tirei muitas roupas, e com elas, muitas memórias daquilo que já fui um dia, e fui revivendo, ali no meu “parque de diversões”, todos aqueles momentos e escolhas que fiz e que me fizeram com que me tornasse quem SOU hoje.
Como diz aquela música (preferida) do Los Hermanos: “Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.” – Porém, tudo nesse universo maravilhoso, é energia. E Energia está em constante transformação! Vamos mudando, adquirindo camadas e camadas a cada dia...
Então, quando num susto, decidimos ir tirando essas camadas, uma a uma, como uma “cebola”, o que sobra de nós afinal?
O que encontramos ali, naquele miolinho branco?
E te respondo, encontramos ali nossa essência. Aquilo que nossa alma quer, nosso amor, nossa potencialidade!
E te pergunto: depois de todo esse tempo, adquirindo camadas e camadas, quando você se depara com sua essência na forma mais pura, você se reconhece? Você consegue se ver ali?
Indo mais fundo nesse processo - Essas suas camadas adquiridas nesses últimos anos foram sufocando essa essência ou foram a transformando em uma outra coisa?
Pense que, quando você coloca uma cebola num copo com água, ela tende a germinar e dar origem a “cebolinha” e essa “cebolinha” germina a partir da primeira camadinha da cebola, dessa essência pura que fica escondida lá no meio da cebola...
Desta forma, se pergunte: hoje, neste exato momento, eu estou aonde eu gostaria de estar e estou sendo e agindo de forma que minha essência pura vibre em sua maior força ou eu estou sufocando essa essência pura com todas essas camadas que fui adquirindo?
Se sua resposta for a segunda opção, lembre-se que as energias estão em transformação e que ainda há tempo para colocar essa sua essência para germinar novamente!
Haja sempre com o seu coração! Ele te liga a sua força divina. Essa força nunca deixará nada te faltar!
Ahooooo!
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