sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um sopro e mais um gole...

Desesperadamente me entrego ao meu fracasso.

Desisto!

Mesmo sendo insensato te deixar ir embora... Logo agora... Como seria meu futuro ao seu lado, com toda essa mágoa guardada? Prefiro ficar livre em seus sonhos, pensamentos e lembranças... Lembranças que não passam de folhas rasgadas e rabiscadas jogadas em uma caixinha, que tem que ficar escondida...

Como pude ser tão tola a ponto de te desejar assim? Talvez seja meu Karma ficar sem você! Mesmo recriando uma longa história sobre nós. Histórias que se fundem em linhas retas, como pensamentos mágicos... Que logo se transformam em círculos difíceis de separar, mas que são únicos...

Círculos dispostos em planos contrários, mas com a mesma história guardada em seu conjunto matemático difícil de entender... Por mais que eu tente, por mais que eu desista, por mais que eu minta para mim... Sempre será você!
E, minha íntima procura pelas eminências perdidas, de nada bastarão... Nunca FARÃO SENTIDO EM MEU CORAÇÃO...

Neste contexto todo, fico presa neste círculo vicioso que se tornou minhas retas paralelas... Um círculo que começa e sempre acaba em você!

Transformei-te em meu sonho de redenção! Transformei-te em minha busca imaginária por um amor que desconheço e que talvez nem exista...

Na realidade, seu “eu” maior não me serviria, pois o “eu” que te transformei já não faz parte de você... Ou talvez nunca tenha feito parte, pois te dei formas que, talvez, nunca foram tuas...

Agora minha moral cristã me condena por tudo que vivi ao seu lado. Por tudo que deixei de viver, e que de um modo estranho me tomou... Não há ninguém no mundo que me liberte e me conceda a absolvição! Talvez nem a mereça, pois não conseguiria... Seria um preço muito alto a pagar...

O que me resta é aceitar,

Lembrar!

Que seja o que for, quando for, sentirei...
Como senti quando te vi,
Novamente quando te beijei...
Mais uma vez quando pensei,
Outra vez quando escrevi!
E, quando pensei não mais sentir,
Senti por ter que esquecer...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desabafo

Sei que não é momento pra escrever sobre o que há no coração, ou sobre essa coisa toda que nos tornamos em tão pouco tempo...

Sei que muito do que você pensa sobre mim é minha culpa. Sou muito sincera e sinceridade, por vezes soa a desprezo. Talvez não tenha te falado tudo o que mereceria ouvir... Mas, acredite: tudo o que disse é mais especial do que você possa imaginar.

Enxergo o mundo de uma maneira só minha, apesar de ser como ele é, só que por trás de lentes cor-de-rosa...

É uma idéia estimulante, imaginar momentos perfeitos e príncipes encantados... e eu fantasiava isso tudo com você... Adorava o cuidado de preparar o set list que iríamos ouvir, ou de comprar um bom vinho pra nos acompanhar numa noite de romance...

Isso tudo se perdeu!

No inicio, foi uma ideia estimulante,simples... até que sua presença em minha vida se tornou um pensamento involuntariamente recorrente. Sem querer, me via com um sorriso sonoro e bestificado que sentenciava o que estava acontecendo e correndo a todo vapor no meu sangue...

E foi então que comecei a me questionar em relação a nós...

Apaixonar-se é dar um banho de sol na alma. É a luz dos olhos, do coração.
O que acontece, entretanto, é que em boa parte dos casos, a paixão é apenas o começo da narrativa, aquela (e única) em que se é feliz...

(E você sempre se ilude demais sobre o que é a felicidade!)

E então, veio novamente uma grande dúvida: Eu estava sendo feliz???

Infelizmente, eu sei de algo terrível: O Amor pede mais do que se dá... e ter o experimentado, já é o círculo vicioso do querer e querer...

Relacionar-se é intrínseco para nós, só que o mais importante é a forma como revertemos para o nosso próprio crescimento aquilo que experimentamos através das relações... Toda experiência possui a intenção sobrenatural de ser positiva na construção de cada um de nós... Por isso me tornei o que sou e você o que é hoje...

Relacionamentos também deixam cicatrizes. Marcas na alma, na pele, no coração... Algumas não saem nunca de você, e então, aprende-se a viver com elas... Já me machuquei muito... e isso me fez perceber o quanto sou sensível, apesar de ser esta fortaleza que todos vêem.

Eu sinto de acordo com a forma que ajo e penso. Talvez, minha maneira de ser e dizer acaba provocando mal-entendidos, bagunçando sentimentos... Mas é muito provável que ninguém entenda absolutamente o que se passa comigo... E é comum, todos acharem que tudo está MUITO bem...

Não gosto de falar sobre os assuntos que me entristecem... até porque, odeio ir ao âmago de qualquer questão que seja... As vezes é tarde demais para contornar uma situação... ou me perco ao controle... e então jogo tudo pro alto, pois é mais fácil desistir do que lutar.

Meu cérebro certamente é ágil e lógico. Mas ele não tem qualquer ligação com o meu coração que é tão indefeso quanto minha mente é inviolável...  tudo isso, é uma forma de defesa, para não ter, mais uma vez, meu coração partido...

Nossa história acabou sem que eu pudesse entender.
 Hoje sou grata por isso.
 A beleza ás vezes chega de mãos dadas com a tristeza...