Desesperadamente me entrego ao meu fracasso.
Desisto!
Mesmo sendo insensato te deixar ir embora... Logo agora... Como seria meu futuro ao seu lado, com toda essa mágoa guardada? Prefiro ficar livre em seus sonhos, pensamentos e lembranças... Lembranças que não passam de folhas rasgadas e rabiscadas jogadas em uma caixinha, que tem que ficar escondida...
Como pude ser tão tola a ponto de te desejar assim? Talvez seja meu Karma ficar sem você! Mesmo recriando uma longa história sobre nós. Histórias que se fundem em linhas retas, como pensamentos mágicos... Que logo se transformam em círculos difíceis de separar, mas que são únicos...
Círculos dispostos em planos contrários, mas com a mesma história guardada em seu conjunto matemático difícil de entender... Por mais que eu tente, por mais que eu desista, por mais que eu minta para mim... Sempre será você!
E, minha íntima procura pelas eminências perdidas, de nada bastarão... Nunca FARÃO SENTIDO EM MEU CORAÇÃO...
Neste contexto todo, fico presa neste círculo vicioso que se tornou minhas retas paralelas... Um círculo que começa e sempre acaba em você!
Transformei-te em meu sonho de redenção! Transformei-te em minha busca imaginária por um amor que desconheço e que talvez nem exista...
Na realidade, seu “eu” maior não me serviria, pois o “eu” que te transformei já não faz parte de você... Ou talvez nunca tenha feito parte, pois te dei formas que, talvez, nunca foram tuas...
Agora minha moral cristã me condena por tudo que vivi ao seu lado. Por tudo que deixei de viver, e que de um modo estranho me tomou... Não há ninguém no mundo que me liberte e me conceda a absolvição! Talvez nem a mereça, pois não conseguiria... Seria um preço muito alto a pagar...
O que me resta é aceitar,
Lembrar!
Que seja o que for, quando for, sentirei...
Como senti quando te vi,
Novamente quando te beijei...
Mais uma vez quando pensei,
Outra vez quando escrevi!
E, quando pensei não mais sentir,
Senti por ter que esquecer...
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