sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Entre eu e sua câmera

(trecho extraído de um roteiro que estou escrevendo... Só pra dar o gosto do que vem por aí!)

Ela:

Sabe, já tive minha vida dirigida pelo Woody. Foram tempos difíceis.

Depois veio o Almodóvar. Adorava as loucuras do mundo underground de
SP e como ele conduzia as cenas, posso dizer com a boca cheia que me
divertia naquela loucura toda!

Apareceu, então a Sofia... Foram tempos de muitas imagens, cores opacas,
pessoas bonitas e trilhas sonoras incríveis.
As locações também eram de dar inveja pra qualquer um! Grandes festas em navios, regadas a Veuve Clicquout...
Mas era tediosa demais aquela vida, me sentia vazia. A dispensei!

Rezei para que o Tarantino não aparecesse. Escapei dele por um dia. Seria uma tremenda saga com sangue. O episódio até aconteceu, mas fui poupada da cena do crime!

E então, me encontrei em Bertolucci! Acho que foram os dias mais felizes...
Porém, ele largou mão da direção. Acho que não gostava muito de mim como atriz.
Me dispensou. Eu, como sempre aceitei. Nem contestei sua escolha...

Depois pedi por Wong Kar Wai... Tava com ele, até um pouco antes de você aparecer e ele me deixar por aborrecimento.
Pediu demissão.

(...)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A quem receberia...



Acabei meu livro.

Estou triste...

Faz uns dias que isso aconteceu e ainda estou avaliando.

Tamanha a destruição que causou. Foi um terremoto!

Sei que muitos me dirão: "Só agora você leu?", à eles, digo que não estava preparada para ser tua amiga antes...
Se eu o lesse antes, talvez nunca o sentisse como senti, pois o assunto de que trata, me era vago,insosso, quase platônico.
Precisava ter chegado até onde estou para compreendê-lo. Agora o fiz.

Ronaldo Moura me presenteou, no dia em que disse adeus ao retorno de Saturno.
Foi Eclipse!

Devorei, abracei, desejei, sonhei com ele até mais que a metade, até pedir arrego e me resguardar... não queria perder sua companhia, não queria finalizar a leitura!

Nunca me aconteceu isso com um livro. Ou termino logo, ou acabo no desinteresse total, mas com ele foi diferente, sentia-me sua confidente, meu parceiro, quase irmão.

Agora o larguei. Como os atores "largam" uma peça de teatro depois de toda decorada...
Ele continua ali, na cabeceira da minha cama, ao meu lado direito, chamando por mim...
Folheio, releio partes grifadas de noite e rio macio por dentro.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios não é somente um romance, é uma aprendizagem, uma lição a ser compreendida e sentida.

Pra quem ainda não teve oportunidade de ter essa amizade, sugiro que tome coragem e se entregue.
O mais ruim que te pode acontecer, é ter que trabalhar o desapego ao seu fim, como eu.

Valeu, Marçal!
Vou levar seus personagens pra sempre tatuados na alma!

Pro Casulo


Pedidndo licença poética para Letuce, por desconstruir e reconstruir trechos de tua canção:

Quando cê chega
É cataploft, é cataploft
No meu peito

Cê vai embora e eu não durmo
Só se chove,
Só com nuvens...

O acaso não é por nada,
Me encara,
cara a cara!

Casulo, cê nunca teve tão bonito
Nem em sonhos
vestígios...

Os outros são absurdos,
ocasionais,
iguais,
Sem "mais"

A gente tem que acreditar
Na gente!

Pois cê chega,
Cataploft!

Um surto
No susto, amor.


http://www.youtube.com/watch?v=7hMwbbUJveg

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Feita de som

Eu sou feita de distorção e mal contato...

 Canto e danço em meio ao compasso errado.

 Sem par, me viro no ar, desfaço!

 Me transformo em diversos tons,

 Brilho com o som da bateria

 (...)

 E paro!
 Espero agora o próximo passo.