Na verdade, é como quando você pega sua xícara de chá e assopra de leve e fica um espaço de tempo entre a fumacinha que sobe e o cheiro bom. É um vazio, uma nota que falta na canção, uma insolação...
(Como o som da sua voz!)
É como sentir o ar quente de sua respiração em minha nuca pela manhã... Abrir os olhos e dizer: Oi pessoa!
(E esperar o seu sorriso desajeitado)
Difícil negar que fiquei te olhando dormir por um certo tempo, antes de começar acariciar seus cabelos e passear meus dedos pelo seu rosto.
_Você dorme bonitinho, sabe?
_ Não tente me convencer disso...
Gosto do barulhinho bom que você faz a noite, como se vira e me dá beijinhos no pescoço e procura minhas mãos o tempo todo...
(Para ficar sempre pertinho)
Até agorinha, dava pra inventar que isto seria pra sempre. Era como forjar uma história de amor!
(O dia raiou, numa manhã fria e chuvosa, São Paulo estava com suas escalas de tons acinzentados, todos aqueles que variam no pantone até o preto profundo.)
_É, eu sei! Vivo de boas histórias pra contar...
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