terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Adoro o jeito como te vejo.

Podia ter sido uma noite como outra qualquer. Podia não ter sentido nada a respeito, mas aconteceu alguma coisa que a fez mudar de idéia.

Era como todas as garotas que pensam que o amor é uma coisa simples assim, tão pura que acontece, sabe?

(...)

Era um sentimento antigo? Ou talvez novo...

_ Você Já esteve apaixonada?
_ Não ultimamente...
_ Nem eu.

(Uma coisa meio boba de se pensar... e estranha de se sentir. Era como se estivesse sentindo uma espécie de felicidade pura)

_ Felicidade Pura?
_ E isso acontece?
_ Acontece...

Ela estava ali, deitada ao seu lado, tentando entender. Entender como ficava com aquela coisa toda que a queimava por dentro e a fazia perder a razão...

(Virou para a esquerda e o vio dormir)

Adorava o jeito com que seus lábios formavam um coraçãozinho e entre eles ficava um espacinho, como se eles estivessem prontos para assoprar uma bolinha de sabão, de leve...
Adorava os seus olhos fechados, e como seus cílios formavam uma curvinha...
Adorava seus cabelos despenteados e os cachinhos que se misturavam com o travesseiro...

E seu cheiro bom!

(O olhava e fechava os olhos até poder guardar aquela imagem pra sempre em seu imaginário.)

Era como recriá-lo em um retrato em preto e branco!

(Adoro o jeito como te vejo)

_ Me dá a sua mão?
_ Me abraça forte...
_ Não se vá...


Ele havia a encontrado. Mas não soube muito bem o que fazer com este encontro... Talvez não estivesse livre o suficiente para entendê-lo. Parecia meio desligado demais para percebê-la como ela queria que a percebesse. Ela brilhou pra ele no instante em que se viram... E ele pra ela... Por que não? Porque as coisas reais não são como roteiro de filmes, e mesmo que tivesse sido mágico, havia um espaço de tempo completamente diferente entre eles...

(Incompatibilidade de tempo?)

_ Você foi simplesmente incrível!
_ Me arrependo de não ter sido mais...
_ Então seja, agora...

Não conseguia entender. Por que as pessoas se perdem umas das outras? Elas simplesmente se vão, fogem, somem... E o que restam são lembranças espalhadas e marcadas em todas as partes do corpo, da alma...

Sentimentos que você não consegue esquecer, ou não quer esquecer,eles simplesmente são aquilo que o faz se sentir vivo... Nada que aconteça, poderia mudar esta vontade louca de se sentir viva naquilo que você criou e recriou na sua alma.

(Mesmo que tudo não passe de uma grande mentira!)

_ Não posso ficar mais.
_ Fica.
_ Não quero!

(Ela entendeu...)

Uma lágrima escorreu de um de seus olhos e soube... Soube que nada que ela fizesse, o faria mudar. Nada que ela livremente havia criado em seu coração sobre eles... Ou sobre ela. Ele. Eles. Nada...

_ As melhores histórias são aquelas que nunca serão esquecidas...
_ Claro, as vitórias não deixam cicatrizes.
_ “Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros”.


(“Então fica bem, se eu sofro um pouco mais!”)

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