quarta-feira, 18 de março de 2015

Sobre o processo de tomada de consciência. Ele é individual.



Estava aqui lembrando de quando tinha entre treze e quinze anos e praticava softball com meu pai Tadao Matsuoka. Papai era técnico do time, em Piracicaba e executava sua função com muita dedicação, o que rendeu ao time - e a ele - diversos troféus.

Durante alguns dias da semana a noite, tínhamos um treino que consistia em jogar a bola para o outro, de uma determinada distância, para acertar o o alvo correto, com a finalidade de dificultar a "tacada" do jogador do time adversário...


Era um exercício de repetição. Ali havia a necessidade de entender a força que se colocava na bola, no movimento que se fazia com seu corpo e na sua capacidade de raciocínio, para acertar a intensidade correta e efeito dessa bola.

Eu era preguiçosa. Não gostava muito de "entender" ou "raciocinar" sobre o que se tinha que fazer, e aprendia as coisas meio por osmose, sem assimilar o processo, apenas imitando o processo...

Na verdade, pra mim, era mias importante estar ali para ficar mais tempo com o meu pai, numa intimidade de pai e filha, e a atividade que fazíamos, era apenas parte dessa construção...

Hoje vejo que não tinha ainda a capacidade de visualizar e entender toda essa relação entre força, raciocínio e acima de tudo INTENÇÃO que deveria depositar naquela bola para acertar ao alvo.

E em nossa vida, a história se repete...

As vezes temos a vontade de acertar um determinado alvo, treinamos para isso, fazemos várias vezes o mesmo processo a fim de nos aprimorar, porém, muitas vezes, ainda não possuímos a consciência real daquilo que devemos fazer para conseguir acertar o alvo...

Alguns chegam mais fácil a esse entendimento, outros demoraram vidas inteiras...

Mas a verdade é que todo processo depende de uma tomada de consciência.

Diante disso, deixo aqui uma pergunta:

Qual é a intenção que estamos colocando nas bolas que estamos jogando no mundo? Será que elas nos levarão a alcançar o alvo que desejamos?

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