domingo, 16 de março de 2014

Sobre o apaixonar-se, o amor, o envolvimento e como conviver com isso em tempos modernos... não, isso não é tão difícil como se imagina!


Sexta feira fui ao teatro aqui em SP, ver uma peça que fazia parte da mostra internacional de teatro, ela é da Argentina, e se chama CINEASTAS. Gostei muito do assunto abordado na dramaturgia, e me fez pensar em diversas coisas... Na verdade, tenho duas grandes percepções que surgiram após minha ida ao teatro, então fico totalmente grata aos realizadores do projeto que me fizeram, de alguma forma a entrar em contato com estas emoções e me tirar um pouco do lugar onde eu estava. Acredito que arte seja isso, e hoje, é essa energia que me motiva.

Saindo da peça, ouvi um relato sobre uma história de amor real, que poderia de alguma forma, estar dentro da dramaturgia do CINEASTAS.

A história era sobre um cara da Hungria, que na sua juventude tinha se apaixonado por uma moça e vivido um grande amor. Eles se separaram, ele se mudou para o Brasil, casou, construiu família e vivia sua vida, dentro das emoções que aquele cotidiano lhe proporcionava. Em uma viagem para a Hungria, onde voltou para visitar sua família, ele reencontrou essa sua paixão da juventude e junto com ela, aquela sensação maravilhosa da paixão.

Passaram, então, a viver um amor escondido, pois ELA também tinha uma outra vida, uma família.
Se encontravam uma vez por ano, ou duas, no máximo, quando ele voltava para o país com a desculpa de visitar os parentes. Os dois passaram a viver desta forma durante 20 anos.
Numa destas viagens, este cara foi num pub e conheceu uma jovem húngara. Conversaram, passaram uma noite divertida. Nada aconteceu com os dois, mas ele tocou a vida dessa jovem de tal forma, que resolveu enviar uma carta para ele no Brasil, dizendo que tinha adorado conhecê-lo e, se um dia viesse a se casar, queria que o futuro esposo fosse como ele.

Chegada a correspondência na casa da família, a esposa viu aquela carta com selo da Hungria, endereçada por uma outra mulher, e decidiu abrir e ler a tal carta.
Quando o marido chegou, contou a ele que tinha lido a carta de uma garota húngara, e tinha ficado muito decepcionada.

Ele, num susto, sentou em sua poltrona favorita e contou para a esposa todos os anos de traição e de amor com sua amante, sem saber que sua mulher falava da carta da sua amiga do pub.
Diante desse movimento, ele acabou se separando da mulher, voltou para a Hungria e, enfim, se casou com seu grande amor da juventude, vivendo feliz até o fim dos dias.

Esse casal ficou durante 20 anos sofrendo por não viver sua história de amor, trancafiados em casamentos infelizes, movidos a contratos e conveniências, se privando deste sentimento tão bonito que é o amor. Precisou vir uma terceira pessoa, desestruturar aquela situação, tirá-lo da zona de conforto, para que ele tomasse a coragem de mudança e seguir em frente!

Diante desta história, convido vocês a analisar suas vidas e seus relacionamentos...
Quantas vezes, nos mantemos infelizes dentro de relacionamentos acabados por conveniência? Por medo de mudança? Por culpa daquilo que sentimos?

Será que não seria mais corajoso da nossa parte deixar de lado esse sistema de crenças dos quais fomos criados e parar de viver esta “síndrome do pequeno príncipe” e nos permitir ser feliz? Não é muito pior você empurrar um relacionamento infeliz durante anos do que ter a coragem de dizer a verdade e realizar o movimento de mudança? Não seria muito mais honesto contar para a esposa num primeiro momento?

Viver é pra quem tem coragem! Ser feliz também é! O Amor é um verbo e não um substantivo. Temos que conjugá-lo, assim ele cresce, não estagna.

O que vejo acontecendo, é que por medo de sair de uma zona de conforto, as pessoas deixam de arriscar, escolhendo, muitas vezes, ficar naquele mundinho em que se fecharam ao invés de ir atrás daquilo que realmente lhes fariam felizes.

Isso é natural, nosso EGO existe para fazer nos sentirmos melhor, ele visa sempre nosso bem estar, e se estamos tendo uma vida de certa forma agradável, estamos bem, ele tende a nos falar assim: Não muda não, não se entrega para esse tal sentimento aí, está tudo bem aqui do jeito que está.
Qualquer saída desta zona de conforto da qual estabelecemos, nos causa mal estar e a gente categoriza como ruim, evitando, consequentemente esta mudança.

Eu acredito muito em energias, em freqüências energéticas. Elas funcionam mais ou menos como uma estação de rádio. Não adianta você estar sintonizado na Nova Brasil, e querer ouvir a programação da rádio rock! Não adianta você ficar lá, o dia todo, na esperança de ouvir aquela música do Bowie que você ama e tem tudo haver com você, porque não vai tocar. Se você quer ouvir o Bowie, faça o movimento de mudança, levante, vá até o seu rádio e sintonize na estação onde existe a maior probabilidade dessa musica tocar.

Você não consegue fazer esta mudança? Então se observe e perceba quais são suas resistências e se pergunte: O que faz com que eu continue ouvindo a mesma rádio? E, então, perceba quais são seus mecanismos internos de defesa que te impedem de ouvir aquilo que você realmente gosta.

Ou você vai esperar 20 anos até alguém vir, aparecer num supetão e trocar de estação pra você?

Chico Science dizia: “Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar!”

O movimento é simples, só depende de você!

Ahooooooo!!!

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