Num primeiro momento pensei que era apenas uma quebra de preconceitos, a ruptura daquilo que eu achava ser importante e na realidade era banal, mas isso foi somente o início.
O que aprendi foi tão maravilhoso e mágico que quis compartilhar, para quem sabe, um dia você aprenda também. Eu sei, só consigo falar daquilo que vivi. Tu tens razão!
Na verdade, tudo foi para me fazer um resgate. Um resgate da minha criança interior, que estava escondida, quase morta dentro de mim... O processo começou antes, confesso, mas aí ele se firmou.
Não sei se entende quando falo de resgate da criança interior, pode soar como um termo meio específico usado por terapeutas, talvez uma banalidade... Mais uma que lhe exponho em palavras...
Trata-se do resgate dos sentimentos mais puros, de permitir redescobrir tudo aquilo que se gostava e foi deixando de lado.
Algo que escondemos para crescer e conseguir vencer neste mundo de adultos, e então, criamos esta armadura, perante tudo aquilo que os outros esperam que sejamos, mesmo que na verdade não seja lá tudo o que realmente gostaríamos de ser...
Permito-me deixar essa armadura de lado e amar, sem medo do que possa acontecer, sem deixar que o medo da dor me tome, ou de tudo aquilo que já me machucou... Permito-me ver de novo pela primeira vez o mundo, com a ingenuidade dos olhos de uma criança, que acha graça nas mínimas descobertas, que observa por horas uma flor ou o bater das asas de uma borboleta, sentindo o verdadeiro fascínio do novo...
Um modo de me reconectar com a minha criança criativa, aquela que canta, dança, sorri, escreve, sem ter que ser aceita por alguma condição que a sociedade impõe...
E então, não julgo os desejos do meu coração...
Permito-me sentir, todos os sentimentos e sensações que brotam na minha alma: tristeza, alegria, amor, e acreditar... Acreditar que posso sentir tudo sem medo... Sem ter que esconde-los por julgamentos ou para esconder minhas fragilidades.
Sabe, ás vezes penso que a sociedade é dura demais conosco. Ela prega que a saída pra tudo na vida é ser racional, forte, e adulto! E então, nos reprimimos, nos machucamos e temos medo de nos machucar de novo... Só ficamos com grandes cicatrizes!
Sabedoria é muito diferente de conhecimento. Talvez seja o momento de pararmos de acumular conhecimento para sermos sábios, utilizando todo o conhecimento adquirido de forma real. A criança faz isso, ela sabe utilizar de tudo o que ela aprende... e é feliz.
Permita-se também!
Nenhum comentário:
Postar um comentário